Como o coronavírus afeta a economia brasileira?

Como o coronavírus afeta a economia brasileira?

Grandes mudanças nas bolsas de valores mundiais, dólar subindo, fábricas em paralisação...

O novo coronavírus (Covid-19) está preocupando a população mundial por já ter se espalhado em todos os continentes, provocando o fechamento de fábricas, interrupção de produção, fechamento do comércio e de serviços, suspensão de aulas, além de cancelamentos de eventos em diversos países.

Como não existem barreiras geográficas para conter a propagação de vírus, o crescimento do contágio se dá de forma acelerada em todo o mundo.

De acordo com o balanço mais recente do Ministério de Saúde, o Brasil possui 34 casos confirmados e 893 casos suspeitos, sendo 9 novos casos nas últimas 24h. 

Coronavírus no Brasil
Os estados mais afetados são São Paulo (19 casos) e Rio de Janeiro (8). Em seguida, Bahia (2), Distrito Federal (1), Alagoas (1), Minas Gerais (1), Espírito Santo (1) e Rio Grande do Sul (1).

De todos os estados brasileiros, somente a Região Norte não possui casos confirmados.
 


 

A contaminação econômica


A China é 2ª maior economia e representa hoje 16% do PIB (Produto Interno Bruto) do mundo, entretanto, com o novo vírus deverá crescer menos que o esperado em 2020. 

Além disso, é considerado o maior país exportador e importador mundial, sendo assim, possui uma grande participação no comércio global. Quando a China decide reduzir qualquer nível de atividade, toda a economia global será afetada.

Depois da descoberta do vírus em dezembro na cidade de Wuhan na China e que hoje conta com mais de 80 mil casos confirmados e 3.140 mortes, o presidente chinês Xi Jinping afirmou na última terça (10) que o novo coronavírus está "praticamente contido" na cidade e em sua província.

Entretanto, os números de casos aumentam no segundo país mais afetado: a Itália, com mais de 7 mil casos e 631 mortes, seguido pelo Irã (8 mil casos/291 mortes). No resto do mundo há outros 33.204 casos confirmados e mais de 870 mortes. 

O Ministério da Saúde do Brasil também informou que aumentou a lista dos países monitorados por apresentarem transmissão interna do coronavírus. Hoje (11), no total são 27 países, sendo que os novos integrantes são:
 

  • Estados Unidos;
  • Canadá;
  • Dinamarca;
  • Espanha;
  • Noruega;
  • Reino Unido;
  • Suíça;
  • Finlândia;
  • Croácia;
  • Grécia;
  • Holanda;
  • Noruega;
  • San Marino.


A medida de listagem dos países faz parte das ações de contenção realizadas pelo Ministério da Saúde contra a transmissão do coronavírus, assim, as pessoas que estiveram nesses países nos últimos catorze dias e tiverem sintomas, serão consideradas como suspeitas do novo coronavírus. 

 


 

Como o coronavírus afeta a economia brasileira?


A alta do dólar poderia ajudar o Brasil a vender mais para outros países, entretanto, com a chegada do coronavírus, as fábricas podem ser paralisadas, pois o Brasil é um país muito dependente da importação da cadeia de fornecimento de insumos chineses e também da exportação brasileira e, assim, o vírus compromete a logística entre os dois países. 

A China compra cerca de 80% da soja; 40% de algodão; além de petróleo, carne, e celulose do Brasil. A China também tem presença muito forte na economia global dos setores automotivo, óleo, gás, aviação e eletroeletrônicos.

Segundo o economista Silvio Campos Neto, a dependência global da economia chinesa aumenta as incertezas dos analistas, então, enquanto não ficar clara a duração do surto, as Bolsas serão afetadas e o dólar deve permanecer em alta. A busca por ativos considerados mais seguros também tem feito saltar o preço do ouro, maior em 7 anos.

Nesta segunda-feira (09), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) confirmou que 70% da produção do setor no país já está sentindo os impactos e, na última sexta (06), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) admitiu que há um certo risco de imobilização na produção por falta de autopeças, já que a indústria brasileira automobilística depende diretamente de empresas da China.

A Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) diz que a procura por utensílios descartáveis (como pratos, talheres e copos) e itens médicos fabricados em plástico (como seringas, bolsas de soro e vestimentas) dobraram no último mês.

É importante lembrar também que 60% do nosso minério e do nosso petróleo é exportado para a China, afirma Pablo Spyer, Diretor e membro fundador da Corretora Mirae Asset. Além disso, todo esse caos que o coronavírus está trazendo faz com que as empresas repensem e que não  dependam somente da China como fornecedor de matéria-prima. 

Entretanto, não é somente o setor industrial e comercial que sofre com o impacto do novo coronavírus. O setor turístico têm sentido muito as mudanças e também perdas.
 


 

Problemas no setor turístico?


O turismo é o pilar fundamental da economia e tem sido, de todos, o setor mais afetado em todo o mundo: na Europa, eventos que habitualmente atraem milhares de visitantes foram adiados, vôos estão sendo cancelados e milhares de pessoas estão desistindo de viajar, tanto de avião como de cruzeiro marítimo, afetando também operadoras de turismo, hotéis, resorts e restaurantes. Segundo estimativa da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), devido ao impacto do vírus, as companhias aéreas podem perder até US$ 113 bilhões (R$ 523 bilhões) em receita neste ano. 

No Brasil, João Doria (governador de São Paulo) se pronunciou na última segunda-feira (9), e afirmou que “o turismo no Brasil ainda não foi afetado pela epidemia do coronavírus" e disse que não há razão para pânico no País”, entretanto, o mercado de turismo está em alerta para o feriado próximo da Semana Santa.

De acordo com a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), ainda não existe proibições para viajar, e a maioria dos cancelamentos provém dos próprios passageiros que, por conta própria, não querem correr riscos viajando para países onde há casos de coronavírus.

Ainda estamos a aguardar mais informações sobre os efeitos do coronavírus no setor turístico brasileiro, enquanto isso, a natureza se beneficia.
 


 

Efeito positivo no meio ambiente?


Segundo cálculos de Lauri Myllyvirta, do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (Crea), com sede nos Estados Unidos, com o fechamento de fábricas e lojas na China, as emissões de dióxido de carbono diminuíram em 25%, ou seja, a China emitiu 150 milhões de toneladas métricas (mtm) de CO₂ a menos que no mesmo período do ano passado - equivalente a mais ou menos a todo o dióxido de carbono que a cidade de Nova York emite em um ano. O alívio provavelmente será momentâneo, porém, essa redução repercutirá uma redução de 6% de CO₂ no mundo. 

Recuo Poluição - Coronavírus

 


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